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HIPERCRESCIMENTO #22 - Levando o senso de propriedade ao próximo nível

Há uma certa dificuldade por parte dos colaboradores em se adequarem ao senso de propriedade funcional. Para os que já conseguem, existem formas para atrelar a remuneração aos resultados.

HIPERCRESCIMENTO #22 - Levando o senso de propriedade ao próximo nível

No capítulo anterior aprendemos sobre a importância da propriedade funcional, agora vamos nos atentar sobre propriedade financeira que é um complemento da propriedade funcional.

Há uma certa dificuldade por parte dos colaboradores em se adequarem ao senso de propriedade financeira, assim como o de funcional.


Para os que já conseguem, existem formas para atrelar a remuneração aos resultados. Todavia, não deixe de:

1 - proporcionar uma boa oportunidade financeira para eles;

2 - treinar os colaboradores para que tenham senso de propriedade financeira;

3 - divulgar resultados precisos para que saibam onde estão;

4 - educá-los sobre os fundamentos de negócios, finanças e vendas;

5 - envolver os colaboradores na decisão de como o senso de propriedade financeira deve funcionar na empresa.

Se a sua empresa encontra-se no estágio de crescimento rápido, passando por uma transição ou até mesmo ainda é nova, a remuneração e o senso de propriedade financeira terão de mudar quantas vezes for necessário até encontrar o programa ideal.

E não se esqueça: nada de surpresas! A não ser que seja um bônus. Caso contrário, prepare o terreno para que o seu time não sofra com as mudanças que estão por vir.

Distribua as pessoas pela empresa

Você tem aquele funcionário espetacular, que faz aquela função como ninguém? Porque não mudá-lo para outra área?
Você pode achar essa ideia péssima em um primeiro momento, mas veja: esse profissional pode trazer um novo ar para uma nova área e fazer um trabalho tão bom quanto antes.

É claro que se você estiver crescendo rápido ou em transição, essa não será a melhor hora para transferir pessoas de áreas. Aguarde o mar se acalmar e faça os experimentos.

Uma maneira bem fácil de começar é mudar o local que o colaborador trabalha de 3 a 4 meses para que ele esteja em contato com novas pessoas. Alguns dos benefícios é ampliar a rede de relacionamentos, fortalecer a cultura da empresa e aumentar o aprendizado.

Se a empresa atua no esquema de home office, marque alguns dias para que todo o time vá até a empresa. Por mais que a tecnologia nos ajude a nos aproximar e a facilitar a comunicação, nada substitui os encontros presenciais.

Os quatro tipos de colaborador

A diversidade em uma equipe é fundamental para que novos jeitos de criar e resolver se estabeleçam.

O famoso “pensar fora da caixinha” se fortalece quando uma equipe é composta por perfis distintos.

Ajude as pessoas a encontrarem os seus pontos fortes e desejos. Incentive o time a trabalhar juntos como um só corpo, onde cada membro tem o seu papel para que todo o corpo funcione perfeitamente.

Os quatros tipos:

1 - Mini CEO: ele é o empreendedor da equipe e com forte espírito de liderança. Ele não tem medo de assumir o comando e garantir o progresso.
Esse tipo costuma se frustrar com quase tudo e pode ser mais difícil de se gerenciar, ao mesmo tempo, também pode gerar avanços extraordinários.

2 - Carreirista: este perfil gosta de resolver problemas e é confiável.
Geralmente é fácil de gerenciar, mas se este perfil tiver muita experiência ou anos de casa em uma grande empresa, corre-se o risco dele se transformar em um batedor de ponto, a não ser que ele seja renovado de tempos em tempos.

3 - Batedor de ponto: este faz o mínimo necessário e nada além da sua função somente para garantir o salário no fim do mês. A vantagem desse perfil é que eles mantêm as coisas funcionando. O malefício é que é só isso mesmo.

4 - Reclamão: detecta problemas há anos luz de distância, porém não sabe resolvê-los. Adora dar uma desculpa e se sente tão frustrado quanto um mini CEO, mas não faz absolutamente nada para encontrar uma solução.

Bônus:

5 - Tóxico: sinto te informar, mas uma pequena parcela do seu time será composta por sociopatas, psicopatas, mentirosos ou pessoas meramente tóxicas. Perfis assim são abusivos com qualquer um, inclusive chefes. E não há muito o que fazer, pois são perfis resistentes a uma mudança comportamental.
Se você possui um colaborador assim, demita-o. Lembre-se que uma maçã podre contamina todo o resto. Se tiver um chefe assim, demita-se.

Não há um perfil certo ou errado, mas ter clareza de cada tipo, o ajuda a saber o que fazer e esperar de cada um deles. Só não espere que o tóxico deixe de ser tóxico, pois a frustração será certa.

Todos são importantes para a empresa, mas se você quer incentivar o crescimento dentre as pessoas, concentre-se nos mini CEO’s e carreiristas.

“Incentive as pessoas, tenha esperanças, mas não espere nada.”

Talvez neste exato momento você esteja frustrado com o seu trabalho.
Apesar das brilhantes ideias que poderiam funcionar no negócio, você não as compartilha ou simplesmente não consegue vender suas ideias. Mude isso.

Uma boa ideia só é de fato boa, quando ela sai do abstrato e transforma-se em realidade inspirando pessoas.